quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Inesperadamente.... “de repente”....

Desde pequena nas redações da minha infância adorava essa expressão...era “de repente” aqui e ali , às vezes, junto... às vezes, separado... (para não errar todas as vezes)...e eu, acidentalmente ou não, escolhia para as minhas narrativas essa famigerada circunstância de tempo... que - insubstituível - substituída perde a força de ser...

Mas não é que a vida vem por aí nos pregando as mais deliciosas peças e, assim do nada, ou talvez de algo que nem eu me preocupe em entender...surge o de repente... não mais nas minhas histórias... com uma vestimenta nova... cara de algo que intenciona perturbar...causar estranhezas e se tornar assim até mais que um de repente...

Reconheci-o devagar.. mas completamente encantada em segundos-luz...

E na minha perplexidade meio comedida...meio atropelada...encontro-me agora decifrando - entre músicas e muitas palavras - o significado do inexplicável... que me toma... me acalenta... põe em mim sorrisos... propõe vontades...

Então entendo...preciso entender?... que o acaso está onde sempre deveria estar... e que o de repente pode vir – inesperadamente - sem pressa alguma...

Um comentário:

  1. Minha cara M.M,

    Ler seus textos, todos que abrilhantam seu blog, mas, particularmente, “Inesperadamente.... “de repente....”, é um vasculhar de sentidos, de significados, de interpretações; enfim, um delicioso exercício de tentar “enxergar seu olhar” sobre as coisas; um degustar de suas palavras, muitas escolhidas a dedo para a ocasião.
    Quando leio coisas assim é, para mim, inevitável não recordar Drummond, o poeta maior, que eternizou, em versos, o nosso constante e diário embate (dos que se atiram e se atrevem a escrever) com as palavras, em seu poema O Lutador: “Lutar com palavras é a luta mais vã; entanto lutamos mal rompe a manhã...”
    E você me parece assim: dorme e acorda com as palavras, as palavras, as palavras, tantas e desmedidas palavras. Um exercício incomensurável; esgrima de palavras: palavra versus palavra, na escolha daquela que melhor se encaixa ali, naquele latifúndio do nosso eterno exercício de palavrear. Você faz a lavra da palavra!!
    E é assim que sinto você e, claro, suas palavras: intrépida, corajosa, destemida ao revelar-se e desvelar-se para seus “seguidores” as impressões e suas visões de mundo e do mundo.
    E neste exercício constante do debater-se com as palavras, você nos perturba (no bom sentido); brinda-nos com um “cadinho” de si mesma; mas nos esconde a imensidão de mulher que pareces ou intencionas ser e nos deixa assim com água na boca e também com sede nos olhos, famigerados (famintos) de seus próximos famigerados (notáveis) textos.

    Edu Durães.

    ResponderExcluir