Mas não é que a vida vem por aí nos pregando as mais deliciosas peças e, assim do nada, ou talvez de algo que nem eu me preocupe em entender...surge o de repente... não mais nas minhas histórias... com uma vestimenta nova... cara de algo que intenciona perturbar...causar estranhezas e se tornar assim até mais que um de repente...
Reconheci-o devagar.. mas completamente encantada em segundos-luz...
E na minha perplexidade meio comedida...meio atropelada...encontro-me agora decifrando - entre músicas e muitas palavras - o significado do inexplicável... que me toma... me acalenta... põe em mim sorrisos... propõe vontades...
Então entendo...preciso entender?... que o acaso está onde sempre deveria estar... e que o de repente pode vir – inesperadamente - sem pressa alguma...
Minha cara M.M,
ResponderExcluirLer seus textos, todos que abrilhantam seu blog, mas, particularmente, “Inesperadamente.... “de repente....”, é um vasculhar de sentidos, de significados, de interpretações; enfim, um delicioso exercício de tentar “enxergar seu olhar” sobre as coisas; um degustar de suas palavras, muitas escolhidas a dedo para a ocasião.
Quando leio coisas assim é, para mim, inevitável não recordar Drummond, o poeta maior, que eternizou, em versos, o nosso constante e diário embate (dos que se atiram e se atrevem a escrever) com as palavras, em seu poema O Lutador: “Lutar com palavras é a luta mais vã; entanto lutamos mal rompe a manhã...”
E você me parece assim: dorme e acorda com as palavras, as palavras, as palavras, tantas e desmedidas palavras. Um exercício incomensurável; esgrima de palavras: palavra versus palavra, na escolha daquela que melhor se encaixa ali, naquele latifúndio do nosso eterno exercício de palavrear. Você faz a lavra da palavra!!
E é assim que sinto você e, claro, suas palavras: intrépida, corajosa, destemida ao revelar-se e desvelar-se para seus “seguidores” as impressões e suas visões de mundo e do mundo.
E neste exercício constante do debater-se com as palavras, você nos perturba (no bom sentido); brinda-nos com um “cadinho” de si mesma; mas nos esconde a imensidão de mulher que pareces ou intencionas ser e nos deixa assim com água na boca e também com sede nos olhos, famigerados (famintos) de seus próximos famigerados (notáveis) textos.
Edu Durães.